Agronegócio
Desafios e oportunidades da irrigação no campo
O uso desse recurso ainda é pequeno diante do potencial estimado no país
A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal promoveu esta semana uma audiência pública sobre o tema Política Nacional de Irrigação: fixação do homem no campo e desenvolvimento regional. A assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Jordana Girardello, fez uma apresentação sobre os desafios e oportunidades da irrigação no campo. Ela falou sobre a tecnologia no Brasil e o uso da irrigação em culturas como trigo, café, arroz, feijão, hortaliças, olericultura, fruticultura, cevada, algodão, cana-de-açúcar e pecuária.
De acordo com a Agência Nacional de Águas (Ana), atualmente, no Brasil, 8,2 milhões de hectares estão equipados para irrigação. O país tem potencial efetivo para irrigação de mais 13,7 milhões de hectares, com projeção de crescimento de 250 mil/ha/ano até 2040. Entre as principais atividades irrigadas estão o arroz (15,9%), a cana-de-açúcar (9,1%), café (5,5%) e as culturas irrigadas por pivô central (17,6%).
"O uso da irrigação ainda é pequeno frente ao potencial estimado do país. Não temos dúvida de que a tecnologia é um apoio e uma política de inclusão para melhorar a qualidade de vida e a renda das populações", afirmou Jordana. Ela também falou sobre as demandas do setor e a relação entre irrigação e meio ambiente.
Segundo a especialista, a tecnologia é estratégica para promover a segurança alimentar, pois otimiza a produção agropecuária e aumenta a produtividade sem expandir sobre novas áreas, além de garantir alimentos com preços mais acessíveis, aumentando a oferta e a regularidade dos produtos.
Jordana disse ainda que entre os maiores desafios do setor estão a reservação de água, a energia elétrica, o reuso de água na agropecuária, a desburocratização do licenciamento ambiental e da outorga e os planos nacionais de Recursos Hídricos e de Irrigação. Outro ponto fundamental é fortalecimento da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
"Precisamos traçar políticas públicas, principalmente as estruturantes. Tendo uma gestão eficiente da disponibilidade e da demanda de água, poderemos ser um país referência e sem enfrentamento de crise hídrica", ressaltou a assessora técnica da CNA.
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